terça-feira, 22 de agosto de 2017

O cristão e a música mundana

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Fp 4:8

Recentemente, participei de um evento que refletia sobre o que é e a importância da cosmovisão cristã, ou seja, da visão de mundo sob a ótica do Cristianismo. Foram dias fenomenais! Cada palestra mais instigante e edificante do que a outra, e assim se transcorreu a semana.

Entretanto, no último dia, todos os participantes se reuniram para uma espécie de confraternização em um local que eu, na minha ingenuidade, achei que seria apenas uma lanchonete. Ao chegar ao local, percebi que era um barzinho com música ao vivo. Como havia algumas pessoas que estavam de carona comigo, resolvi sentar, comer e então ir embora.

Não obstante o incômodo que o local trazia, pensei que estar junto com os irmãos faria com que o ambiente ficasse mais agradável, afinal, ali estavam pessoas altamente qualificadas e que haviam se comprometido em mudar o mundo, levando os princípios e valores de Cristo!

De repente, o cantor começa a cantar uma música da banda Paralamas do Sucesso. Nessa hora, a maioria esmagadora da mesa (havia cerca de 50 pessoas) começou a cantar, bater palmas e dançar, em sincronia, de um lado para o outro em seus lugares. Olhos fechados, rostos sorridentes e a sintonia das palmas em consonância com a malfadada música era a fotografia do momento.

Irmãos, nesse momento tive vontade de chorar! Meus olhos se encheram de lágrimas. Meu coração ficou apertado. Comecei a falar com Deus dizendo: “Senhor, são essas pessoas que vão mudar o mundo? Eles se esqueceram de que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus?” Continuei falando com o Senhor: “Será que todos aqui estão certos e eu é que estou errado?” Então o Senhor trouxe ao meu coração, instantaneamente, a Sua Palavra: “(…) Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4:4

Após esse evento, pude perceber que o liberalismo e a máxima do “tem nada a ver” têm infectado a Igreja e o povo de Deus. É comum se utilizar a declaração de que a Bíblia não nos proíbe nada, sob a perspectiva de que tudo me é lícito, e que imputar proibições seria, na verdade, uma prática legalista. Veja, essa é, na verdade, uma declaração falaciosa. Legalismo, na verdade, é utilizar a Palavra de Deus para pecar. Legalismo é isolar um versículo da Bíblia, e porque este diz, dentro de um contexto, que todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm (1 Co 6:12), esquecer todo o restante da Bíblia. O verdadeiro legalismo é utilizar as Escrituras como meio de justificação para a prática do pecado!

Entrando mais a fundo no cerne desse artigo, têm surgido, de forma reiterada, notícia pós-notícia de que cantores do mundo gospel estão entoando músicas seculares, ou até mesmo frequentando shows da mesma espécie. Desde Kleber Lucas, Thales Roberto, Perlla, Priscila Alcântara e agora o vocalista do Oficina G3, Mauro Henrique, as notícias não param de surgir.

O pior é que essa gente tem arrastado um caminhão de incautos. São líderes sem compromisso verdadeiro com Deus, amantes mais dos seus prazeres do que da presença do Altíssimo. Estamos vivendo tempos em que o diabo tem entrado nas Igrejas, tomando a adoração para si; tempos em que não há mais adoração, e sim desejos, pecados, lucros exacerbados e autopromoção.

Daria para escrever um artigo sobre cada um desses “crentes” citados acima, mas quero me ater apenas à justificava do último deles, Mauro Henrique. Ao ser questionado sobre o fato de ter cantado Beatles em determinado show, a sua resposta foi a seguinte: “Essas oportunidades fazem com que as pessoas que têm algum preconceito da religião percebam que não somos bitolados. Tenho uma relação boa com vários artistas seculares. Música para mim, é música1.” E aí está o motivo pelo qual a simbiose de cantores evangélicos com o mundanismo tem se tornado cada vez mais frequente.

O cerne da questão, como sempre, está no coração. A música, de fato, é algo bastante envolvente, e o fato de músicos que se intitulam cristãos sucumbirem à música mundana ocorre porque estes amam mais a música do que a Deus. Para eles, a música dá tanto prazer que, embora não glorifique a Deus, as suas carnes não conseguem resistir. São pouco, ou quase nada, conhecedores da Palavra de Deus, sempre utilizando a máxima “não julgueis” ou “Deus é que é o juiz”, ou ainda “não seja legalista” para justificarem suas práticas cheias de satisfação egocêntrica e mundana. Hipócritas! Não têm qualquer temor ou reverência a Deus.

Falsos cristãos, amantes de si mesmos, amigos do mundo e dos prazeres do mundo! Eles escarnecem do evangelho e do nome do Senhor Jesus, gerando escândalos e profanando o nome Santo do Senhor, dando mal testemunho e impedindo que o pecador caído se aproxime de Deus! Como a Palavra do Senhor assegura, serão responsabilizados: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos.” Lc 17:1-2.

Deus, segundo a Sua Santa Palavra, procura adoradores em Espírito e em verdade. Aqueles, porém, têm profanado o altar de Deus. Deus não habita em meio ao pecado e a Justiça de Deus não tardará em se cumprir.

Há quanto tempo você não vê um aleijado levantar de uma cadeira de rodas? Há quanto tempo você não vê um cego retomar a visão? Há quanto tempo você não vê um portador de AIDS ser curado? Se é que você viu um dia. Ora, Deus mudou? Decerto que não. Deus continua o mesmo. A verdade é que o povo de Deus, ao contrário do que havia na Igreja primitiva (E em toda alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. At 2:43), não há mais temor ao Senhor. Pessoas têm “saído” do mundo com seus vícios e desejos e não permitem que Deus as liberte. Então começam a subir nos púlpitos para cantar, mas com o coração na MPB, no funk e no pop rock. Não se engane, Jesus disse que onde estiver o seu coração, ali estará o seu tesouro.

A Palavra do Senhor nos garante que Deus não relativizou Sua Santidade. O que ocorreu é que Aquele que é Santo, Jesus Cristo, pagou o preço por todos que lhe têm como Senhor e Salvador. E nestes, habita o Espírito Santo de Deus. Ser templo de Deus significa ouvir a voz do Senhor e permitir que Ele nos transforme. Todavia, aqueles que não têm qualquer convencimento de seus pecados assim o estão por não ouvirem mais a voz do Senhor. Suas consciências estão cauterizadas e, como mortos, já não sentem a dor e a culpa pela prática do pecado. A ira de Deus continua existindo, e tem aumentado a cada dia, até que o cálice da ira de Deus transbordará!

Se você se diz crente em Jesus Cristo e não teve sua mente transformada, libertando-o de seus velhos prazeres, práticas e condutas, sinto lhe dizer que você precisa de conversão. Você pode até ainda não conseguir vencer suas lutas contra o pecado, mas o que não pode acontecer, de maneira nenhuma, é você conviver com o pecado achando que em Jesus você pode fazer o que quiser sem qualquer consequência. É a podridão do pecado não te incomodar mais. É você estar com sua mente cauterizada e dormente. É o mundanismo ser tratado como normal e o santo passar a se misturar com o profano.

O Apóstolo Paulo nos diz que, em Cristo temos nossa mente renovada: “E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Rm 12:2. Este termo (renovação) no grego é metanoia, ou seja, completa transformação da mente em Cristo Jesus. Mas atente ao início do versículo: “E não vos conformeis com este mundo”. Conformar com este mundo é tomar a forma do mundo! Faça um exercício voltando ao exemplo no início desse artigo, e reflita: ao ver aquela cena, você diria que se tratava de pessoas do mundo ou crentes em Jesus?

Ainda com relação à declaração do vocalista do Oficina G3, se ser bitolado é odiar o pecado e o modelo desse mundo, então eu sou sim bitolado, e graças a Deus por isso!

A Bíblia diz: “Apartai-vos de toda aparência do mal”. 1 Ts 5:22. Ora, só a aparência do mal já é algo pecaminoso!

Queridos, a música tem em si uma característica de adoração. Ela penetra no coração! O que tem entrado no seu coração? Você tem guardado seu coração a Deus? Se você ainda tem necessidade de viver as coisas outrora vividas, precisa permitir que Jesus o liberte completamente. Clame a ele e odeie o pecado!

Igreja, clamo com o mais profundo da minha alma: não relativize as verdades de Deus. Não perca tempo com o mundo, nem entregue seu coração àquilo que quer ocupar o lugar do Senhor! A sua comunhão com Deus e a sua eternidade são valiosas demais para serem arriscadas com algo que fará você se parecer com o mundo e com aqueles que escarnecem ao Senhor Jesus!

Apenas a título de exemplo, um dos maiores compositores de música clássica do séc. XIX, Richard Wagner, era satanista declarado, e muitos cristãos o ouvem, sem saber, até os dias de hoje. Cuidado com o que você ouve e adora! Não arrisque. Você tem muito a perder…

Por fim, não conheço um herói da fé que tenha tido profunda intimidade com Deus e tenha perdido tempo com a adoração e o padrão deste mundo!

Que nosso Senhor Jesus te abençoe grandemente e lhe discernimento espiritual para que você não seja enganado por este mundo caído.

Grande Abraço,

_________________________
Hélio Roberto

Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília. Contato para ministração e estudos bíblicos: helior.ssousa@gmail.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Claro que existem pastoras! Entretanto sem base bíblica para tal fato

Renato VargensPastor da Igreja Cristã da Aliança - Niterói(RJ)

Na minha perspectiva a ordenação de mulheres ao pastorado é uma significativa distorção teológica. Lamentavelmente tenho visto nos últimos anos inúmeras igrejas consagrando mulheres ao ministério pastoral. Isto posto, gostaria de forma prática e objetiva elencar 07 motivos porque não creio em mulheres pastoras:

1- As Escrituras não referendam a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. Não vejo na Bíblia nenhum texto que apoie a ordenação feminina ao presbiterato.

2- Jesus não chamou apóstolas entre os doze. Todos os apóstolos escolhidos por Jesus eram homens.

3- As Escrituras não defendem o Igualitarismo e sim o complementarismo.

Igualitaristas: Esta corrente, afirma que Deus originalmente criou o homem e a mulher iguais; e que o domínio masculino sobre as mulheres foi parte do castigo divino por causa da queda, com conseqüentes reflexos sócios-culturais. Segundo os igualitaristas mediante o advento de Cristo, essa punição e reflexos foram removidos; proporcionando conseqüentemente a restauração ao plano original de Deus quanto à posição da mulher na igreja. Portanto, agora, as mulheres têm direito iguais aos dos homens de ocupar cargos de oficialato da Igreja. Além dos igualitaristas, encontramos os complementaristas , que por sua vez entendem que desde a criação – e portanto, antes da queda – Deus estabeleceu papéis distintos para o homem e a mulher, visto que ambos são peculiarmente diferentes. A diferença entre eles é complementar. Ou seja, o homem e a mulher, com suas características e funções distintas se completam. A diferença de funções não implica em diferença de valor ou em inferioridade de um em relação ao outro, e as conseqüentes diferenças sócios-culturais nem sempre refletem a visão bíblica da funcionalidade distinta de cada um. O homem foi feito cabeça da mulher – esse princípio implica em diferente papel funcional do homem, que é o de liderar.

4- Paulo não fala de presbíteras, bispas, muito menos pastoras. As referências a essas vocações nas Escrituras sempre estão relacionadas aos homens. Não é preciso muito esforço para perceber que não existiam pastoras nas igrejas do Novo Testamento.

5- Os reformadores e os pais da Igreja nunca defenderam o ministério pastoral feminino.

6- Os apóstolos determinaram que os pastores deveriam ser marido de uma só mulher e que deveriam governar bem a casa deles – obviamente eles tinham em mente homens cristãos (1Tm 3.2,12; Tt 1.6).

7- A mulher não possui autoridade sobre o marido.( I Tm 2:12 ) Ora, se ela é pastora e o seu marido não, ela fere o principio de autoridade da Bíblia, tornando-se lider do marido.

Prezado leitor, quando afirmo que mulheres não podem ser pastoras o faço na perspectiva de governo. O governo da igreja juntamente com os oficiais que a regem são eminentemente masculinos. Na Bíblia você nao vê nem tampouco encontra mulheres que governam a igreja. Todas as recomendações Paulinas quanto a presbíteros são para homens. Todavia, o fato das mulheres não governarem a igreja, não impede com que preguem ou ensinem a palavra de Deus, entenderam? O governo da igreja é masculino e não feminino. As mulheres podem servir a Deus, contudo, governar é uma prerrogativa masculina.
Pense nisso!

NOTA DA REDAÇÃO
Se a separação da mulher e sua consagração para o ministério pastoral não é bíblico, fica uma pergunta: Quem autorizou a consagração da mulher ao ministério pastoral feminino?

Se Deus criou o homem e a mulher com suas funções específicas, por que algumas mulheres insistem em ser o que Deus não autorizou?

Se o ministério pastoral feminino não está registrado nas páginas na Bíblia, principalmente no Novo Testamento e muito menos foi citado por Jesus Cristo e seus seguidores, sobretudo pelo apóstolo Paulo, qual a intenção das mulheres em serem pastoras e porque a permissão dos ministérios?

Se não está na Bíblia qual o castigo para quem quebra os princípios da Palavra Inspirada pelo Espírito Santo?

Se existe essa forçada de barra na Palavra de Deus, contrariando o Espírito Santo de Deus, podemos enquadrar as pastoras e aqueles que as consagraram (principalmente) no texto de Mateus 7:22-23?
  • Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!

Alguém vai ser responsabilizado pelo Senhor.


Pr. Gomes Silva


Foto: http://istoe.com.br/325432_A+FORCA+DAS+PASTORAS/




segunda-feira, 3 de outubro de 2016

JESUS NÃO É CABO ELEITORAL NEM LEGITIMA CANDIDATURAS

Gomes Silva
 Mais um processo eleitoral está chegando ao final. Neste domingo (2/10) eleitores de  5.570 municípios brasileiros vão às urnas eleger os novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos de mandato. Eles carregam a desconfiança de milhões e a dúvida de milhares de representados. Isto porque, muitos deles já enfrentaram pleitos como este, porém entre o discurso de campanha e o que fizeram na prática, passou longe da expectativa do eleitorado. E nesse emaranhado de postulantes estão aqueles que se dizem ser representante do povo cristão, mas tem os mesmos procedimentos de quem nunca foi declarou seguidor de um credo religioso.

Como se sabe, em boa parte dos municípios diversos candidatos conseguiram junto ao TSE uma liminar que lhes permitiram entrar na disputar por um dos cargos públicos já elencados, uma vez que no passado exerceram idêntica responsabilidade e cometeram atos que desabonaram sua administração.  Mesmo assim, tentam conquistar a confiança do eleitorado. Já em outros municípios a desconfiança paira sobre candidatos que nunca foram "nada". Eles entraram ao pleito deste ano cheios de promessas, porém não passam de “crias” de oligarquias, que se revezaram no poder durante décadas, porém não deixaram saudade para seus munícipes. O que tende mesmo a prevalecer é o voto em candidato "Ficha Limpa" e que tenha sido atuante em administrações anteriores.

E, no meio dessa desconfiança o que menos importa é a filosofia dos partidos em disputa. Em cada Município sempre estão presentes siglas da "Direita" e da "Esquerda" e pouquíssimas pessoas conhecem a filosofia da sigla nem procura saber de seus candidatos qual o seu juízo de valor de temas importantes como "aborto", "casamento de pessoas do mesmo sexo", "ideologia de gênero", "escola com partido", "descriminalização da maconha". Só que, por conta da ingenuidade de alguns, existe candidatos assegurando que são contrários a tudo que for prejudicial à população. No entanto, isto fica apenas na teórica, pois, na prática, comungam com os mesmos pensamentos dos “caciques” partidários e da filosofia adotada pela sigla que lhe concedera o direito à candidatura.

Outros procuraram em siglas ligadas à religião o espaço através do qual tentará neste domingo chegar à Prefeitura ou à Câmara de Vereadores. Eles se valem da estrutura eclesiástica e do apoio de ministros religiosos, com discursos carregados de conotação religiosa e moral, tentando, assim, convencê-los de que são ideais para representá-los no poder Executivo ou Legislativo. E muitos líderes ouvem esse discurso e “caem” ante as promissões e até acabam exigindo do “rebanho” o voto para determinado candidato.

Dentro de sua missão institucional, a Justiça Eleitoral deveria assegurar a liberdade de consciência do eleitor, notadamente para coibir a prática dessa nova espécie de abuso de poder religioso, através do qual candidatos utilizam-se do discurso religioso para captar votos das igrejas como trampolim para a conquista de mandatos eletivos, somados ainda, à ingenuidade e simplicidade da parcela menos esclarecida da população, para quem a influência exercida está acima da razão, no campo sagrado da fé.

Assim, surge a indagação: Um padre, pastor, irmão qualquer não pode lançar-se candidato? Pode, mesmo havendo aqueles que suscitem o princípio da laicidade do Estado como argumento de contrariedade à influência religiosa no processo eleitoral. O que não pode mesmo é transformarem a igreja do Senhor Jesus Cristo em palanque ou curral eleitoral de nenhuma candidatura. Afinal, Jesus não é cabo eleitoral de ninguém, nem está legitimando a pretensão de quem quer que seja.

O templo cristão é um lugar que fora preparado para os fieis cultuarem a Deus. E não pode passar da prática da oração, da ministração do evangelho e da ação social e envereda pela prática ilegal da mendicância de votos. Líder nenhum pode usar a igreja para coagir outros a votarem em candidatos de sua preferência. 



Foto ilustrativa: google imagens



OBS: Este artigo deveria ter sido pulicado dia 30 de setembro do ano em curso o que não aconteceu por conta de problemas técnicos.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Jesus, O Único Caminho!

Pr. Gomes Silva

Este é um período cujo foco principal é o “Menino Jesus”. Sai ano e entra ano e Ele continua sendo a “criança” mais destacada do Mundo, especialmente aqui no Brasil, mais por razões bem diferentes. Nascido de uma virgem, conforme profetizou Isaías (7:14) cerca de 700 anos a.C, Jesus veio com uma missão: Salvar o povo de seus pecados (Mateus 1:21b). Como O Verbo encarnado, Cristo veio como Luz para os homens (João 1:5), porém os seus não o receberam dignamente (João 1:11); calou-se diante da humilhação de seus algozes para cumprir a missão recebida do Pai e confirmada pelo Espírito Santo (Isaías 61:1).

A vida de Jesus Cristo continuará sendo contada e decantada por décadas. Ou melhor, até que tenhamos novos céus e novas terras (Apocalipse 21:1). Livros e mais livros, poemas, histórias de quadrinhos, séries e minisséries serão escritos a seu respeito. Porém, não faltará uma interrogação quanto à finalidade da sua encarnação e cujas dúvidas poderão ser dissipadas tão-somente mediante a leitura e o estudo da própria Escritura Sagrada.

Nessa linha de raciocínio, o nascimento de Jesus foi anunciado por Isaías e ratificado pelo anjo do Senhor ao aparecer em sonho a José (Mateus 1:20b), dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Bíblia Século 21). O apóstolo João explica esse nascimento, focando a encarnação: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito existiria. A vida estava nele e era a luz dos homens" (João 1:1-4). Jesus é o verbo encarnado, que desceu do céu.

[Esta forma de identificar Jesus como o Verbo é encontrada no evangelho segundo João, cap. 1,1.10.14; e na Primeira Carta de João cap.1,1. Foi a teologia que a comunidade joanina desenvolveu depois de muita reflexão sobre Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. Este texto é escrito pelos anos 90 a 100 EC (da Era Comum ou depois de Cristo), ou seja, no final do primeiro século de nossa era cristã.

João é o único evangelista que identifica Jesus diretamente ligado e originado a Deus desde o início de tudo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”(Jo 1,1). Onde no grego -> o lógos – a Palavra é designada como o Verbo de Deus.

O VERBO é palavra que faz acontecer, é ação, como na criação onde segundo Gn 1,3 é a Palavra de Deus, o VERBO, que tudo cria: “Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Por isso Jesus está presente desde o princípio de tudo.

Jesus é o VERBO, esta é sua identidade. O VERBO de Deus, significa que Jesus é a Palavra de Deus, que toma a forma da carne humana e revela plenamente a face de Deus (confira em Jo 14,9 = onde Jesus declara: “que quem o vê, também vê o Pai”)].

A vontade e a comunicação de Deus acontece agora por meio de Jesus de Nazaré, o Seu Filho amado, a Palavra plena de amor do Pai. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus plena que vem ao mundo. Não foi por acaso que o apóstolo Paulo, ao escrever sobre Jesus aos colossenses, tenha afirmado:

"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam poderes; tudo foi criado por ele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste; ele também é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha o primeiro lugar" – Colossenses 1:15-18.

A vinda de Jesus ao mundo já fazia parte do plano de Deus desde o princípio de tudo. A Ele foi dada a missão de resgatar o pecador, o desvalido. E como isto aconteceria? Na Cruz, foi humilhado e vilipendiado pelo mesmo povo para o qual Ele veio como luz e Salvador, e este não o recebeu. O Cristo missionário morreu de forma trágica, humanamente falando, mas sem abrir a boca em momento algum para reclamar, pois esse ato fazia parte do plano redentor de Deus para a salvação daqueles que viessem a crer no sacrifício da cruz. Isaías descreveu centenas de anos antes como seria aquele momento:


Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura: e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos.

Era desprezado, e o mais indigno entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos: e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si: e nós o reputámos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho: mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca: como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como a ovelha muda, perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca" (Isaías 53:2-7).

O sofrimento de Jesus, O Cristo (chicoteado, carregando a cruz, traspassado por pregos de cerca de 24 centímetros de comprimento nas mãos e nos pés e espinhos de 12 centímetros em forma de coroa em seu couro cabeludo), foi muito grande. E Ele suportou tudo aquilo para pagar o preço do pecado da humanidade sem cometer um pecado sequer nem praticado nenhum ato de injustiça. Todavia, a dor se foi quando, humildemente, falou Jesus: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isto, expirou” (Lucas 23:46). Naquele momento, o mundo viu que Cristo era o Filho de Deus:

“E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras;
E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, foram ressuscitados;
E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos” (Mateus 27:51-53).

Mas, para se cumprir a Palavra de Deus, três dias depois Jesus ressuscitou em carne: “Olhai as minhas mãos e os meus pés, pois sou eu mesmo. Apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem osso, como percebeis que eu tenho”, disse Jesus aos seus discípulos (Lucas 24:39).

A ressurreição de Jesus é um testemunho da ressurreição de seres humanos, que é uma doutrina básica da fé Cristã. Ao contrário de outras religiões, o Cristianismo possui um fundador que transcende a morte e promete que os Seus seguidores farão o mesmo.

A Ressurreição é a vitória triunfante e gloriosa para todo o crente em Jesus Cristo, pois Ele morreu, foi enterrado e ressuscitou no terceiro dia de acordo com as Escrituras. Ela garante que aqueles que acreditam em Cristo não vão permanecer mortos, mas serão ressuscitados à vida eterna. E não tem outra via de acesso à vida eterna no céu a não ser Jesus Cristo mediante arrependimento e perdão de pecados. Lucas, ao escrever os Atos dos apóstolos, disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados” (Atos 3:19). “E não há salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu não há outro nome entre os homens pelo qual sejamos salvos” (Atos 4:12). E o próprio Jesus afirmou:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim” – João 14:6.

Então comece a repensar a sua vida, hoje, sem Cristo. Talvez tenhas entrado na onda mundana e na ótica comercial e feito como muitos fizeram nesse período de lembrança do “Menino Jesus”. Mas, que, em momento algum, você deixou Jesus nascer verdadeiramente na sua vida.

Pare e pense: “Você realmente tem uma vida com Cristo que lhe assegure o ´passaporte´ para a vida eterna”? Se não o tem, busque-o no Senhor, pois Ele é o Único Caminho para os arrependidos de pecados e redimidos pelo sangue de Jesus.

Deus te conceda vida nova!


Fonte: [...] do Artigo “O que quer dizer "ele é o verbo, o verbo estava com ele desde do princípio"? publicado pelo site: www.abiblia.org


sábado, 20 de junho de 2015

Ninguém destrói os feitos de Deus!

Pr. Gomes Silva


Tem coisa que não dá para ficar calado. Esta semana, o blogay, da Folha de São Paulo, assinado por Vitor Ângelo, deu destaque à aprovação do casamento gay no México. O ruim não foi a aprovação e sim a justificativa para tal absurdo e falta de vergonha de um seguimento da sociedade avessa ao cristianismo.

De acordo com o colunista d´a Folha, a Suprema Corte do México decretou, na sexta passada (12/06/2015), e entrou em vigor segunda-feira, 15, que os juízes devem dar amparo a todos os casais do mesmo sexo que pretendam se casar.

No texto aprovado está uma declaração pra lá de absurda: “Como a finalidade do matrimônio não é a procriação (grifo meu), não existe razão justificada que a união seja apenas heterossexual, nem que se enuncie que é algo que ocorre apenas entre um homem e uma mulher”. Mas a Bíblia bota por terra essa tese gay, quando diz: E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (grifo meu). Então os abençoou e disse: Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” – Gênesis 1:27-28. Só lembrando: Deus não criou um terceiro sexo.

Incrível, como o Diabo é astuto e perverso! Satanás tentou enganar Jesus (Mateus 4:1-11), mas foi derrotado pela palavra, pois, caso Cristo tivesse aceito as condições impostas pelo capeta, teria sido destruído o plano salvífico de Deus para aqueles que se arrependeriam de seus pecados. Hoje, esse inimigo continua tentando desestabilizar o amor de Deus pelos arrependidos e lança o engano na mente daqueles revoltados com o cristianismo e com seus seguidores.

Um dos instrumentos utilizados pelo Diabo e seus asseclas para atingir a primeira sociedade criado por Deus – entendo assim -, é o movimento LGBT cujo objetivo da maioria de seus membros é imprimir na mente do povo brasileiro – no nosso caso -, que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é normal. Não é, não, senhores!

Pela Bíblia, o padrão de Deus para o exercício da sexualidade humana é o relacionamento entre um homem e uma mulher no ambiente do casamento. Não é por acaso que vários versículos estão citados nas Escrituras Sagradas sobre esse assunto, apontando a repugnância do Senhor à relação entre pessoas do mesmo sexo:

"Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante” - Levítico 18:22;

"Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte” - Levítico 20:13;

“Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam” - Romanos 1:26-28;

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” - 1 Coríntios 6:9-10.

O escritor Augustus Nicodemos (in.: Um Engano Chamado “teologia gay”, artigo publicado no site Cristianismo Hoje), lembra que “os evangelhos, as epístolas do Novo Testamento e a tradição bíblica apontam no sentido de que Deus criou homem e mulher com papéis sexuais definidos e complementares do ponto de vista moral, psicológico e físico. Assim, é evidente que não é possível justificar o relacionamento homossexual a partir das Escrituras, e muito menos dar à Bíblia qualquer significado que minimize ou neutralize sua caracterização como ato pecaminoso”.

O que me impressiona, nisso tudo, é a insistência dos adeptos da “teologia gay” de que seus atos “amorosos” são naturais e que a sociedade tem que aceitá-los como sendo normais. Além disso, exigem direitos especiais e quando veem seus anseios repugnantes e inaceitáveis serem reprovados, passam a ridicularizar o cristianismo e seus símbolos sagrados, como fizeram na última parada gay em São Paulo.

Agora essa galera GLBT (ou LGBT – é a mesma coisa) tenta incutir na mente da população que a finalidade do matrimônio não é a procriação, uma maneira de descaracterizar a família, criada por Deus, e justificar seus atos libidinosos, muitas vezes desrespeitosos e praticados em via pública. Se uma das razões para a instituição do casamento não fosse a procriação, Deus assim não teria definido, como cite anteriormente: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (grifo meu). Então os abençoou e disse: Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” – Gênesis 1:27-28.

Queira ou não seus adversários, a família foi constituída por Deus e não vai acabar enquanto o Senhor Jesus Cristo não voltar para levar a sua igreja redimida aqui na terra. Sobre esse assunto e conhecedor dessa verdade, o escritor Rui Barbosa afirmou: “Família é a célula mater da sociedade”. Claro, como disse o teólogo Lucas Estevam (em http://teologiadacidade.blogspot.com), “a família é de fato a primeira sociedade da qual se faz parte. Nela vivemos a maior parte da nossa existência. Sendo a única que possui laços indissolvíveis, tornando-se assim a mais importante. Diante disso, destruída a família, a sociedade se desfará automaticamente”.

Para alguns ativistas gays não existe outra saída para “reinarem” livremente com seus atos repugnantes a não ser primeiro destruírem a família criada pelo Senhor. Porém, não vão lograr êxito, pois ninguém tem o poder para desfazer as obras feitas pelas mãos do Criador.

Unidos em defesa da fé cristã, SIM!
 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Cadê a Bíblia?

Pr. Gomes Silva
           
Um título, estampado no site http://noticias.universia.com.br/ me chamou à reflexão: “18 livros que você precisa ler antes de morrer”. Não que eu esteja pensando em partir deste plano terreno mais cedo. Nada disso. A curiosidade invadiu o meu ser e comecei a imaginar alguém sentado à mesa lendo uma pilha de livros idealizando  como será a sua despedida dos que ficam. A intenção da recomendação talvez não tenha esse objetivo, porém desperta o leitor a fazer inusitadas conjecturas.

Antes de prosseguir falando da lista dos livros clássicos é aconselhável definir a morte pela ciência e pela teologia ortodoxa (pura), por tratar-se de um dos assuntos menos abordados no seio da nossa sociedade, inclusive em algumas esferas da própria igreja evangélica. Mas dois tipos de morte são conhecidíssimos: Física e espiritual.

A morte física, pela definição científica, “é conhecida de todos e ocorre quando se encerra toda e qualquer atividade de vida no corpo; total falência dos órgãos vitais de vida como o coração e o cérebro. É o cessar do fôlego de vida definitivamente”. Biblicamente, o livro de Eclesiastes no capítulo 12, versículo 7 diz: “E o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu”. Isto significa dizer que todo ser humano veio do pó da terra, como Adão e Eva, e este será o mesmo processo que conduzirá a matéria ao seio da terra, agora, de forma inversa.

Quanto à morte espiritual, não há consenso entre os cientistas da área da psicanálise em geral; o único consenso que há é que as pessoas sofrem emocionalmente, contribuindo, assim, para a morte do ser humano. A Causa do sofrimento pode ser uma consciência de culpa, um trauma, algo desagradável e conflitante que tenha acontecido e/ou esteja acontecendo que cause desconforto e infortúnio interior e descontrole. Biblicamente, Paulo escreveu aos romanos dizendo: Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor (Romanos 6: 23). Obviamente, quando uma pessoa se desvia completamente das virtudes, dos bons hábitos e costumes estabelecidos por Deus; colhe morte. A morte espiritual é fruto da pratica constante de pecado sem demonstração de arrependimento; é o ato de desprezar a Palavra de Deus se negando a ouvi-la e praticá-la: “É o ato de rebelar-se contra Deus, Desobedecer as Leis de Deus”.

Contudo, entre os nomes dos clássicos da lista dos 18, constam: Do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa; A Divina Comédia, de Dante Alighieri; Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; Madame Bovary, de Gustave Flaubert; Os Sertões, de Euclides da Cunha; O Príncipe, de Maquiavel; Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski; Coração das Trevas, de Joseph Conrad; Hamlet, de William Shakespeare; Os Miseráveis, de Victor Hugo; Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, entre outros. São boas literaturas? Claro que sim. Não excluo o mérito de nenhum deles. Mas, cadê o livro dos livros, a Bíblia?

É bem provável que a amnésia tenha conquistado algum espaço precioso na mente de cada um dos idealizadores da tal lista, pois esqueceram completamente do livro mais importante de orientação ao ser humano, inclusive no que tange à morte, um de seus principais temas.

Muitos lêem livros, esmerando-se na busca de solução para seus traumas ou procurando uma direção para mudar de rumo ante os problemas que desafiam a sociedade, agora, em pleno século 21 (ou tão-somente como hobby). A resposta para tudo isto está na Palavra de Deus, que não figura na lista dos 18. A Bíblia é a bússola para os perdidos; luz para quem anda nas trevas; esperança para os "caídos"; conforto para quem vive triste. Ela corrige quem anda errado; educa, ensina a quem quer aprender a viver corretamente; ela é fonte de água viva e o caminho para a vida eterna.

Se as coisas não estão bem e você precisa tomar uma decisão antes de morrer, coloque a Bíblia como prioridade em suas leituras diárias.

Lembre-se sempre: A Bíblia é o livro da vida para a vida eterna!


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O mito do voto evangélico

A simplificação como o evangélico é tratado na figura de eleitor impressiona. De um lado há os pastores oportunistas que julgam possuir capital político para determinar o voto de suas ovelhas. De outro lado há analistas e cientistas sociais que veem os evangélicos como massa de manobra fácil de ser manipulada. É uma derivação da velha e equivocada doutrina da tabula rasa. A verdade é que os pastores só podem falar por si, assim como os eleitores evangélicos trabalham diversos fatores no voto efetivo. O voto evangélico não é simplista.

O “povo não sabe votar” é a opinião corrente entre grupos de direita, esquerda e também dos anarquistas radicais como black blocs. A bem da verdade é que o voto costuma ser muito racional. Veja que desde a democratização em 1985 nenhum candidato majoritário ganhou com um discurso de ódio, radicalismos, propondo moratória da dívida ou apostando apenas em minorias. O voto brasileiro, mesmo quando dedicado a candidatos à esquerda do espectro político, aponta para uma acomodação conservadora. É a política da prudência. O maior grupo político no Brasil não é o extremo, mas o centro.

O chamado “voto evangélico” é uma abstração. Evidente que entre os evangélicos é possível perceber como os costumes sociais são importantes para a decisão de voto. Agora, repito, não é e nunca foi o principal fator. Em 2008 o principal ministério das Assembleias de Deus em São Paulo apoiava abertamente o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) contra ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Numa reunião um pastor falava da importância de votar em Kassab contra a agenda LGBT da senhora Suplicy - papo furado, mas era necessário algum discurso. No final daquela reunião muitos diziam que iam continuar a votar em Marta Suplicy, que na ocasião era popular na periferia de São Paulo, e um dos jovens justificava o voto na petista: “Ela prometeu internet grátis nas praças”. Veja que para aquele jovem evangélico a agenda populista da internet “grátis” era mais importante do que a agenda dos costumes.

O evangélico não é nenhum perigo para a democracia brasileira. Os evangélicos, em geral, não são fundamentalistas, ou seja, não querem subjulgar as instituições do Estado brasileiro ao cristianismo protestante. Grupos defensores de uma espécie de teocracia (teonomia, na linguagem teológica) representam uma minoria. A acomodação secularista do protestantismo impede qualquer adesismo religioso ao Estado. O evangélico é sim conservador, como é a sociedade brasileira. É um conservadorismo um tanto estranho, é verdade, porque abraça com afinco o Estado de bem-estar social. Não é nenhum Tea Party. O conservadorismo também não representa necessariamente perigo à democracia e o nosso país é um exemplo nesse sentido: toda minoria tem espaço de reinvindicações fora da proporção de sua própria população - o que é natural numa democracia sólida.

E outra, na eleição de 2006, a bancada evangélica foi afetada em cheio pela repercussão do escândalo da “Máfia das Sanguessugas", um esquema irregular e imoral de desvio de recursos públicos, especialmente da saúde, por meio da apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento. Entre os 72 deputados envolvidos, a maioria da base aliada do Governo Lula, os evangélicos eram 28. Nenhum se reelegeu na eleição daquele ano. Isso mesmo, nenhum deputado evangélico envolvido no escândalo foi reeleito. Povo manipulável?

Todo o texto acima, inclusive o título, é de autoria de Gutierres Fernandes Siqueira, jovem jornalista de 25 anos, editor do blog http://www.teologiapentecostal.com é membro e professor de EBD na Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério Belém em São Paulo (SP).

Ao ler esse texto, lembrei-me de uma entrevista que fiz com o ex-deputado federal Walter Brito Neto, evangélico. Ele parabenizou a Comunidade Evangélica pelos avanços que obteve e a conscientização política adquirida ao longo dos anos. Todavia, condenou envelhecidas práticas, que não podem perdurar por entender que o voto é livre e autônomo do eleitor e que não pode ser trocado por nada.

Infelizmente a troca de voto ainda é uma prática incontestável no Brasil, por mais que haja investigação por parte da Justiça Eleitoral e muitos eleitos já terem perdido mandatos por causa do derrame de dinheiro, geralmente, às vésperas da eleição.

Sabemos que o povo evangélico é inteligente e muito bem orientado pelas suas lideranças. Entrentanto, como em qualquer outra classe social, aqui tem aqueles que não seguem orientação de ninguém e fazem o que a Bíblia condena. Ou seja, se a Palavra de Deus nos exorta a não se meter em práticas proibidas, por que, então, “vender” ou “trocar” o voto, exercício condenado pela Justiça? É neste momento que cada liderança e os membros das igrejas devem praticar o testemunho cristão, conforme preceituado pelas Escrituras. E os crentes, que pleiteiam uma cadeira tanto no executivo quanto no legislativo, precisam entender que aqueles lugares tem os seus desafios e espinhos. Mas é ali mesmo que eles devem ser o testemunho vivo de José de Egito, dizendo não à corrupção e a malversação do dinheiro público.